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Death Note  (Anime) escrito em segunda 23 fevereiro 2009 21:52

Death Note

Opa, tudo certo com vocês pessoal ?!

á estamos para falar sobre Death Note. Fazia muito tempo que eu já ouvia falar dessa série por várias pessoas e todas me diziam que realmente valia a pena ser vista, que era a melhor série que já tinham visto, entre outras coisas.  Graças a uma pessoa mto querida pra mim, consegui assistir a série toda e finalmente posso postar sobre ela, porque realmente essa série merece ser vista, por todos.

Antes de mais comentários sobre a série, quero fazer uma pergunta: quais gêneros de animês/mangás vocês conhecem ?! Vamos listar alguns exemplos:

  1. Shonens – os clássicos quebradeira, como Naruto, Bleach, Tenjou Tenge, One Piece, tantos outros mais. Mais populares entre os garotos pelo enfoque mais “prático” (e com prático quero dizer PORRADA !!!)
  2. Shoujos – a versão animada das novelas mexicanas… hehehe, brincadeira. Mas esses animês/mangás são mais populares com garotas por mostrarem bastante coisas sobre relacionamentos e essas coisas q elas gostam tanto, né ?! Exemplos: Love Hina, Fruits Basket, Vampire Knight entre outros.
  3. Embora não exista um gênero definido como tal, eu considero alguns animês como “sobrenaturais” por terem elementos não só de fantasia como de mitologia também e terem presentes ambas características dos gêneros descritos anteriormente. Algumas séries desse tipo (ao meu ver) são: Basilisk, Hellsing, Evangelion, Vampire Princess para citar alguns.

Bom, agora que já listamos alguns gêneros, imaginem como seria legal se existisse um animê cujo enfoque fosse o de um thriller policial, onde há um mocinho e bandido e eles passassem a série tentando se encontrar/matar ?! E pra deixar isso mais interessante, q tal o bandido ser capaz de matar as pessoas, de uma forma, digamos um pouco sobrenatural ?! Presumo q já entenderam aonde quero chegar…

Sem mais delongas, esse animê existe e seu nome é Death Note. Eu o considero como um animê a parte pela sua originalidade capaz de “criar” um gênero somente para si. Apesar da existência dos Shinigamis (deuses da morte), a única coisa realmente sobrenatural da série é o próprio caderno que os Shinigamis possuem. Fora isso, sem chakra, reiatsu, transmutação, chi e outras coisas q ficamos cansados, ou não, de ver em animês. Muito menos aqueles personagens que perdem uns 134 litros de sangue e não morrem, como em Saint Seya ou aqueles q até morrem umas 43 vezes mas depois é só chamar o Shen Long q tá safo !

Como já expliquei anteriormente, nessa série não existe nenhum “poder especial”. Por tal fato, Death Note se torna muito facilmente visto por pessoas que não gostam ou nem sequer viram algum animê. Conheço pessoas q não gostam nem um pouco de animações japonesas (LOUCOS, LOUCOS VARRIDOS !!! ù_ú ) mas depois que viram Death Note ficaram muito curiosos para ver como a série acabava.

Para essa série ser tão boa, é obvio que precisamos de um “mocinho” a altura do Kira, pretendente a novo Deus da humanidade. E é quando conhecemos o inimigo de Raito, o super-ultra-master-mega-power-fodônico detetive L que muito ninjamente descobre rapidamente que Kira mora no Japão e logo deixa Raito com o Ú na mão. Esse é o começo da série onde a interação entre os dois (FAMOSO JOGO DE GATO E RATO) começa.

 

Tamanho foi o sucesso de Death Note q essa estória rendeu dois filmes, conhecidos como live-actions (NOME CHIQUE PRA SÉRIE COM PESSOAS DE CARNE E OSSO !!!) e recentemente foi lançado mais um, exclusivo para contar a história de L. Bom, fica aí a análise qualitativa semi-quantitativa que prometi e uma ótima sugestão para vocês se divertirem. Eu recomendo ver Death Note, porque vale muito a pena !!! E após terem visto, comentem sobre o que acharam, se gostaram ou não do final da série… Té + !

Para baixar o anime: http://www.deathproject.com/

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O Que é Cosplay?  escrito em segunda 09 fevereiro 2009 21:35

Cosplay

 

Existem muitas maneiras pelas quais os fãs têm demonstrado seu apoio e apreço às obras da cultura pop. Talvez uma das mais explicitas e populares nos dias atuais seja o cosplay. Contração das palavras em inglês costume (traje/fantasia) e play / roleplay (brincadeira, interpretação), o cosplay é um hobby que consiste em fantasiar-se de personagens oriundos, em geral, de quadrinhos, games e desenhos animados japoneses. A prática do cosplay também engloba personagens pertencentes ao vasto universo do entretenimento, como filmes, séries de TV, livros e animações de outros países. Em menor escala há aqueles que caracterizam-se como figuras históricas ou de criações originais.
Uma das principais características do cosplay é que o praticante além de criar os trajes, também interpreta o personagem caracterizado, reproduzindo os traços de personalidade como postura, falas e poses típicas. O hobby costuma ser praticado em eventos que reúnem fãs desse universo, como convenções de anime e games.

 

Origem

A história do cosplay está intimamente ligada à história das convenções de ficção científica nos Estados Unidos. O primeiro exemplo moderno dessa prática ocorreu em 1939, durante a 1ª World Science Fiction Convention, ou Worldcon, em New York, quando um jovem de 22 anos chamado Forrest J. Ackerman, e sua amiga Myrtle R. Douglas compareceram ao evento como os únicos fantasiados entre um público de 185 pessoas. Ackerman, que anos mais tarde se tornaria um dos nomes mais influentes no campo da ficção científica, usava um rústico traje de piloto espacial o qual chamou de "futuricostume", e Myrtle estava caracterizada com um vestido inspirado no filme clássico de 1936 "Things to Come", baseado na obra de H.G. Wells. Ambos causaram agitação entre o público, resultando em um clima de estreitamento entre a ficção e a realidade que mudou pra sempre a cara das convenções do gênero. As fantasias da dupla, confeccionadas por Myrtle, ou "Morojo", como era conhecida, fizeram tanto sucesso que no ano seguinte dezenas de fãs compareceram à convenção em trajes de ficção científica.

 

Cosplay no Brasil

Embora existam relatos da presença de fãs fantasiados nas convenções de Jornada nas Estrelas já em meados da década de 80, acredita-se que o cosplay, como um hobby, chegou ao Brasil por volta de 1996, junto com a primeira convenção de animes do país, o Mangacon. Realizado na cidade de São Paulo pela ABRADEMI - Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações, o evento é considerado o marco inicial da difusão do cosplay no Brasil, sendo realizado em um período de redescobrimento dos animes na televisão brasileira. Ao longo dos anos a prática do cosplay cresceu de forma exponencial, espalhando-se por todas as regiões do país.
A forma que o cosplay é praticado no Brasil caracteriza-se por uma mistura do modelo americano e japonês. O conceito norte-americano do masquerade foi importado e adaptado tornando-se o tradicional concurso de cosplay das convenções de anime brasileiras. De influência japonesa, podemos citar a ênfase na caracterização de personagens pré-existentes e o foco na busca pela fidelidade, além da predominância de fantasias inspiradas em animes, mangas e games japoneses.
Atualmente existem milhares de praticantes espalhados pelo país, e os maiores eventos que reúnem fãs do hobby chegam a alcançar um público de mais de 40 mil pessoas.

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Otaku  escrito em segunda 09 fevereiro 2009 20:59

otaku

A palavra otaku em japonês significa, originalmente, casa, mas é um termo impessoal, super polido e cerimonioso para se referir a morada de alguém. Ela foi usada no Japão pela primeira vez em 1983, por um jovem pesquisador chamado Akio Nakamori para designar um fenômeno que atingia a juventude japonesa, destacando o distanciamento do jovem de lá da sociedade em que vivem. Ou seja, aquele cara não adaptado ao meio social, que prefere ficar em casa curtindo seus videogames, desenhos animados, mangás, brinquedos.

A geração de jovens criados após 1965 é a primeira que não precisa preocupar-se com as seqüelas deixadas pela guerra. Assim, para estas crianças, a palavra restrição não tem mais nenhum significado. Os otaku cresceram nesta época de prosperidade econômica, de descoberta do consumismo, onde tudo pode ser comprado. No entanto, sobrou nesta nova geração a mesma apologia ao esforço individual pelo bem coletivo que faz com que uma pessoa seja obrigada a abrir mão de seus sonhos para fazer aquilo que a sociedade quer que ela faça. Assim, abafados pelo meio social, os jovens escapam para o mundo virtual e são bons candidatos a virarem otakus, pessoas que preferem “ficar em casa” a sair e encarar a realidade de frente.

s otaku são uma resposta inconsciente dos jovens japoneses à um mal estar generalizado causado pela própria sociedade japonesa, que não dá uma chance para eles extravasarem seus sonhos de juventude. Pelo menos, no mundo virtual eles são os heróis e podem fazer o que quiserem sem serem reprovados por ninguém.


Os otakus podem ser considerados a primeira geração multimídia consumindo de forma voraz todas as novas tecnologias. Computadores novinhos, celulares de última geração e videogames caríssimos fazem parte desse cardápio. Para exemplificar, basta dizer que, no Japão, 99,2% das casas tem televisão, sendo que 5,1 % dos meninos com menos de 12 anos, 12% com menos de 15 anos e 30%
com menos de 18 anos possuem seu próprio aparelho dentro do quarto. Preconceito


Quando andava com uma amiga japonesa dentro de uma convenção de animes fui cutucado por ela em certo momento e ouvi: “você sabe que aqui só tem otaku, né?”. E eu respondi: “sim, qual o problema?”. Ela me disse: “eles são kimoi, eu tenho medo deles”. Kimoi é uma palavra japonesa que significa literalmente “nojento”. Com essa preocupação da minha amiga eu resolvi que queria saber o motivo dessa repulsa dos japoneses pelo conceito otaku. E eis que descobri a origem do problema:

Em 1989, um jovem serial killer chamado Tsutomu Miyazaki foi preso pela polícia. Ele havia esquartejado quatro estudantes japonesas com requintes de crueldade. Em sua casa foi encontrada uma coleção imensa de animes do gênero hentai (com conteúdo sexual). Por isso, ele foi chamado pela mídia japonesa de “o assassino otaku”. Foi esse termo que condenou os outros fãs hardcore da indústria jovem japonesa a uma vida reclusa. Pessoas que apenas curtiam seus hobbies foram associadas ao terrível assassino e passaram a ser ainda mais discriminadas pela sociedade.

O Homem do Trem limpa a barra dos otaku

No entanto, atualmente, a mentalidade da sociedade japonesa vem mudando em relação a isso. Nada ajudou mais a limpar a barra dessa galera do que a exibição entre julho e setembro de 2005 de Densha Otoko (O Homem do Trem), uma novela que mostra as desventuras de um otaku típico na tentativa de conquistar uma garota do “mundo real” que conheceu enquanto tentava ajudá-la a se livrar de um bêbado chato dentro de um vagão de trem. Tímido e desarticulado, o pobre Densha faz uso da internet para pedir conselhos amorosos e, assim, ganhar o coração da garota. A história é real e foi retirada de um fórum japonês chamado 2Channel. Transformado em romance, virou filme e depois essa novela, que marcou mais de 30 pontos na audiência.

A exibição de Densha Otoko fez com que os otaku passassem a aparecer mais na mídia japonesa, já que a novela mostrava os fãs de anime como pessoas honestas e cooperativas. Por isso, o mercado faminto por novidades do Japão já está aproveitando o gancho para criar muitos produtos relacionados a eles. Esse novo fenômeno está sendo chamado de Moe Sangyou ("Indústria do Moe"). Moe é uma gíria usada pelos otaku para se referirem a alguma coisa ou alguém que eles gostem e desejem. Seria a versão espada do “kawaii”, que as meninas gritam para dizer que alguma coisa é “fofinha”.

Kaichiro Morikawa, autor do livro Learning From Akihabara: The Birth of a Personapolis, tem uma explicação bacana: "imagine o sentimento de quando você começa a gostar de uma pessoa pela primeira vez. A paixão toma conta do seu corpo, da sua mente e do seu coração. Isso não tem lógica, é inexplicável. O “moe” é a palavra que explica um momento similar a este". Piscou?

Otaku no Brasil

O otaku brasileiro é um reflexo de tudo o que você acabou de ler. É lógico que nós não passamos por todos os problemas que os japoneses tiveram que enfrentar. Os brasileiros foram seduzidos por um estilo de entretenimento que hoje domina o mercado ocidental. Sabendo que 40% de tudo que é publicado no Japão são quadrinhos e que mais de 60 novas séries de animação são lançadas por ano, não sobraria dúvida de que algo logo seria exportado para o Brasil.

Desde a década de 1980, muitos desenhos japoneses vieram para o nosso país, mas foram os grandes sucessos dos últimos dez anos como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z e Pokémon que, acompanhados da evolução rápida dos computadores e dos meios de comunicação como a internet, resultaram na facilidade do contato dos fãs com esse tipo de material. Hoje, qualquer fã com um computador plugado à rede pode ter acesso há centenas de títulos em segundos, durante uma pesquisa em um site de busca.

De qualquer maneira, os otaku no Japão tiveram uma história que previu o futuro. Basta reparar que hoje você não precisa sair de casa para encontrar os amigos, pagar contas, fazer compras... Seguimos por um caminho onde logo nos depararemos com um mundo que nos dará a opção de viver filtrado pelo virtual, sem sermos incomodados por ninguém.

O objetos de adoração dos Otaku

Confira uma lista daquilo que os otakus, tanto aqui como no Japão, adoram

Anime: hoje em dia muitos desenhos animados japoneses são lançados no Brasil, mas o número não chega nem perto das mais de 60 séries que são surgem no Japão todos os anos.

Mangá: no Brasil já foram publicadas mais 50 histórias em quadrinhos e a tiragem mensal total é de, em média, quinhentos mil exemplares. No Japão, uma revista semanal vende cerca de quatro milhões de exemplares.

Cosplay: os fãs que se vestem de seus personagens preferidos são mania no Japão e no Brasil. Por aqui, o hábito de vestir-se começou na década de 1980, mas só estourou para valer mesmo em 2000.

Videogames: hobbie eterno dos otaku. O videogame transporta o jogador para um mundo onde ele dita as regras.

Garage Kit : as estátuas de resina que precisam ser montadas e pintadas cuidadosamente pelos fãs são mania no Japão. Por aqui elas também existem, mas são consumidas numa escala infinitamente menor.

Maid Café: são cafeterias no bairro de Akihabara onde garçonetes vestidas de empregadas atendem de forma cordial e subserviente um otaku babão, que geralmente vai para tomar um sorvete e ser chamado de “goshujin-sama” (mestre). É uma forma ótima de combater a timidez e falar com alguém. Ainda não apareceu por aqui, mas a idéia desse estilo de restaurante já está sendo exportada para países como Coréia do Sul e China.

J-Drama: as novelas japonesas se tornaram mania há pouco tempo e fazem mais sucesso entre os otaku ocidentais do que os orientais. Falam de temas muito diferentes que vão de histórias felizes a uma aleijada a beira da morte ou os próprios otakus.

Aidoru: mania japonesa que vem da palavra inglesa idol (ídolo). O idol system é um sistema que gera uma série de atraentes e jovens estrelas (atrizes, cantoras, modelos, etc.) por ano, fazendo com que as pessoas na mídia sejam cada vez mais descartáveis. Mesmo assim, uma idol é um prato cheio para os Kamera Kozo, um tipo diferente de Otaku tarado por Idol que compra uma câmera super moderna e faz zilhões de cliques de sua Aidoru favorita. Quase sempre perseguindo a garota onde quer que ela esteja.

J-Pop: música popular japonesa que já faz bastante sucesso também no Brasil. Bandas com Larc’ En Ciel, Gackt, Asian Kung Fu Generation. Jam Project e muitos outras tem seu lugar na coleção de CDs dos fãs. Ouvir aquela trilha toda vez que se assiste a abertura ou encerramento de um anime faz a gente querer comprar o CD ou baixar a música num dos diversos meios oferecidos pela internet.

Fansubber: ter um computador com internet hoje é o suficiente para estar em contato com a programação completa de animes do Japão. Os fansubber são grupos de fãs que legendam os desenhos japoneses e os disponibilizam na rede mundial de computadores. É assim que muitas séries japonesas acabam se tornando sucesso mesmo sem estarem disponíveis oficialmente mundo a fora.

Manga Scanlation: versão alternativa dos Fansubber. O manga scanlation são mangás escaneados e traduzidos por fãs que os disponibiliza na internet, onde podem ser baixados de graça. Tanto essa prática, quanto a dos fansubbers são ilegais porque ferem os direitos autorais das respectivas obras, mas são tão comuns para os fãs quanto falar “sugoi!” (“uau!”), ao ver as últimas atualizações desses sites.


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